sábado, 4 de dezembro de 2010

Decepção não mata, ensina a viver!


Quando nos decepcionamos com alguém é realmente muito doloroso, mas isso é apenas porque criamos sobre uma pessoa a imagem da perfeição, onde as falhas não são previstas. Depois de uma decepção muitos relacionamentos são dissolvidos e embora tenham durado por muito tempo, para algumas pessoas é impossível reconstruir o que foi perdido com a decepção. O fato é que se alguém de nossa convivência pode nos decepcionar cometendo um ou mais erros, ficamos tão focados nisso que não conseguimos enxergar que naquele exato momento também podemos estar decepcionando essa pessoa também.

Em uma amizade, muitas vezes somos conselheiros de boas palavras, ações de bondade, carinho, perdão e de repente, quando nos decepcionamos fazemos exatamente tudo diferente do que sempre falamos... A realidade é que quando o problema se refere a outras pessoas que não estão ligadas diretamente ao nosso convívio é fácil entender, aceitar, mas... Quando acontece conosco ou com quem amamos, as emoções falam mais alto e aí nem nos damos conta de que tudo o que falamos, a imagem que semeamos por muitas vezes, não corresponde as nossas ações... Isso também não é decepcionante para quem recebe de nossa parte essa terrível surpresa?

Aquele que primeiro falhou fica desacretidato pelo seu erro, pois depois da decepção ficamos com um pé atrás... Não seria mais corajoso assumir que temos dú - vi- das! É bem verdade que "maldito é o homem que confia em outro homem", não devemos nos apoiar nos outros e também em nós mesmos, a nossa confiança total deve estar sempre em Deus, Ele tem tudo no controle de Suas mãos, daqueles que confiaram Suas vidas a Ele e em Sua Perfeição sabe que somos imperfeitos, razão pelo Seu Sacrifício.
Quantas vezes nos propomos a não cometer erros e não cumprimos, mas o Deus Vivo que sempre crê, deposita em nós total confiança oferecendo sempre uma nova chance, perdoando e lançando nossos erros e culpas no mar do esquecimento.
Já foi decepcionado?

Lembre-se que você pode através de seu comportamento estar também decepcionando alguém, justamente por agir diferente daquilo que promove e embora ache que ninguém perceba, Deus vê. ELE não despreza a ninguém que o procura, a ninguém que crê, por isso a fé é loucura para muitos, porque sem fé é impossível crer que em segundos, através do arrependimento uma vida inteira de erros é apagada e trocada por uma vida nova feita de acertos.

A decepção é o sentimento de insatisfação que surge quando as expectativas sobre algo ou alguém não se concretizam.
O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Repensar a sala de aula


A educação deve ser para a vida e ajudar o indivíduo a desenvolver capacidades de lidar com as situações reais. Os métodos e currículos devem propiciar um aprendizado com significado e o educando ser concebido como agente do ato de aprender. O professor deve instigar a curiosidade do educando, ser um ‘facilitador’, o ‘suporte’. Para tanto, precisa romper com a ditadura do currículo e o ensino centrado na memorização mecânica de conteúdos. Trata-se de reforçar a autonomia do educando e estimular sua criatividade.

É possível vislumbrar educador e educandos com este perfil, considerando-se a realidade escolar? É possível agir nesta direção quando se restringe a preparar para passar no vestibular e/ou para o mercado de trabalho? E ainda exige-se uma educação que forme para a cidadania crítica. Como compatibilizar tudo isto?

Por quanto tempo uma criança, um adolescente ou mesmo um estudante universitário, consegue prestar atenção à aula? Como querer que o aluno, cujo perfil é cada vez mais influenciado por tecnologias como a internet e o celular, suporte a monotonia da sala de aula e as didáticas obsoletas? Como exigir que concentre-se em exposições sobre conteúdos que nada significam para ele? Como insistir no conteudismo e em práticas docentes nada criativas e esperar que o estudante tenha interesse? É justo criticar o educando pelo ‘desinteresse’? Só aprendemos aquilo que de fato nos interessa, ou seja, quando nos envolvemos plenamente no processo de aprender.

Será que a sala de aula ainda é o lugar privilegiado para aprender? É preciso repensar a organização espacial da escola. Com efeito, trata-se de uma arquitetura criada para disciplinar corpos e mentes. O espaço escolar é uma esfera de poder. Enquanto fator disciplinar funcionou muito bem. Com algumas exceções aqui ou acola. A escola conseguiu cumprir sua função disciplinadora. Geralmente, sob o discurso de que a escola, a universidade, deve preparar os jovens para serem bons profissionais e cidadãos, isto é, submissos mas ambiciosos. Estes serão os que conseguirão vencer a competição no mercado de trabalho e, quiçá, terão sucesso em suas carreiras. Observe-se, no entanto, que o descompasso entre a realidade social e as práticas e teorias predominantes no interior das escolas também comprometem até mesmo a sua função disciplinar. Talvez esteja aí uma das explicações para a crescente indisciplina estudantil, mesmo no âmbito da universidade.

As características fundamentais da escola precisam ser repensadas. A organização espacial, o currículo, os métodos de ensino, a função docente, a relação escola-comunidade, etc., estão em defasagem a realidade social que molda o perfil dos estudantes. É preciso repensar seriamente a função da escola, seu papel na sociedade. A escola talvez ensine, mas falha em educar.

É certo que o discurso e as intenções muitas vezes apontam na direção da superação dos problemas que envolvem o sistema de ensino. Há ótimas teorias pedagógicas e muita discussão em torno delas. Mas isto fica restrito a um pequeno círculo, muitas vezes, intelectuais que não vivem na prática a realidade da sala de aula. Então, o ‘espírito’ não encarna, isto é, a prática professoral no dia-a-dia permanece a de sempre: aula expositiva, escrever no quadro, copiar, avaliar segundo critérios e métodos que pressupõe a memorização, etc. A sala de aula não mudará enquanto forem mantidas as características básicas da escola. É o locus do ensino-aprendizagem que precisa ser questionado.

- Quem tá cmg??

E a cena se repete...



Há fatos que se repetem todo final de ano. São outros nomes e rostos, mas há algo similar no comportamento de grande parte dos estudantes. Em geral, é o que não cumpre minimamente os deveres enquanto “acadêmicos”. Sabe aquele jeitinho brasileiro, de deixar as coisas para última hora sempre? Então...

Reconheço que os estudantes são submetidos às pressões e exigências que os forçam a adotar “estratégias de sobrevivência”. Isto significa, por exemplo, rifar determinadas disciplinas para concentrar-se em outras com maiores exigências e ‘rigor professoral’. É a necessidade de tirar a nota, de passar de ano! Muitas vezes, a matéria rifada é considerada sem importância ou o professor é tido como pouco exigente, “bonzinho”, “café com leite”. Por que dedicar-se a disciplinas cujos conteúdos parecem nada acrescentar à formação do futuro professor? A desimportância, aliás, é confirmada pela própria organização da grade curricular, na medida em que estas disciplinas são relegadas às sextas-feiras, últimos horários; ou quando se decide pela retirada da disciplina do curso.

Compreendo tudo isto, mas não entendo a facilidade que alguns têm em jogar o problema para o outro. Ora, no início do semestre letivo o professor estabelece prazos, flexibiliza-os a partir das necessidades dos alunos e, mesmo assim, não são cumpridos. O professor solicita trabalho escrito que pressupõe a leitura de um livro, assimilação da teoria e análise. No primeiro dia de aula ele estabelece a data limite para entregar: o último dia do ano. E mesmo assim, não se cumpre o prazo. O aluno deixa tudo de lado, dedica-se à suas prioridades e faz a atividade solicitada de qualquer forma (não vou usar aquela expressão chula e machista).

Coisas que me estressam demaaaaais!!!