quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
E a cena se repete...
Há fatos que se repetem todo final de ano. São outros nomes e rostos, mas há algo similar no comportamento de grande parte dos estudantes. Em geral, é o que não cumpre minimamente os deveres enquanto “acadêmicos”. Sabe aquele jeitinho brasileiro, de deixar as coisas para última hora sempre? Então...
Reconheço que os estudantes são submetidos às pressões e exigências que os forçam a adotar “estratégias de sobrevivência”. Isto significa, por exemplo, rifar determinadas disciplinas para concentrar-se em outras com maiores exigências e ‘rigor professoral’. É a necessidade de tirar a nota, de passar de ano! Muitas vezes, a matéria rifada é considerada sem importância ou o professor é tido como pouco exigente, “bonzinho”, “café com leite”. Por que dedicar-se a disciplinas cujos conteúdos parecem nada acrescentar à formação do futuro professor? A desimportância, aliás, é confirmada pela própria organização da grade curricular, na medida em que estas disciplinas são relegadas às sextas-feiras, últimos horários; ou quando se decide pela retirada da disciplina do curso.
Compreendo tudo isto, mas não entendo a facilidade que alguns têm em jogar o problema para o outro. Ora, no início do semestre letivo o professor estabelece prazos, flexibiliza-os a partir das necessidades dos alunos e, mesmo assim, não são cumpridos. O professor solicita trabalho escrito que pressupõe a leitura de um livro, assimilação da teoria e análise. No primeiro dia de aula ele estabelece a data limite para entregar: o último dia do ano. E mesmo assim, não se cumpre o prazo. O aluno deixa tudo de lado, dedica-se à suas prioridades e faz a atividade solicitada de qualquer forma (não vou usar aquela expressão chula e machista).
Coisas que me estressam demaaaaais!!!
